quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A pessoa errada



Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa,

não existe uma pessoa certa pra gente

Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é,

na verdade, a pessoa errada

Porque a pessoa certa faz tudo certinho

Chega na hora certa,

Fala as coisas certas,

Faz as coisas certas,

Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas

Aí é a hora de procurar a pessoa errada

A pessoa errada te faz perder a cabeça

Fazer loucuras

Perder a hora

Morrer de amor

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar

Que é prá na hora que vocês se encontrarem

A entrega ser muito mais verdadeira

A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa

Essa pessoa vai te fazer chorar

Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas

Essa pessoa vai tirar seu sono

Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível

Essa pessoa talvez te magoe

E depois te enche de mimos pedindo seu perdão

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado

Mas vai estar 100% da vida dela esperando você

Vai estar o tempo todo pensando em você

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo

Porque a vida não é certa

Nada aqui é certo

O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo

Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo

E só assim é possível chegar àquele momento do dia

Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"

Quando na verdade

Tudo o que Ele quer

É que a gente encontre a pessoa errada

Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.

Nossa missão:

Compreender o universo de cada ser humano,

respeitar as diferenças,

brindar as descobertas,

buscar a evolução.

Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Se tu soubesses...

Se tu soubesses...

Como são tristes os meus dias,

vazias as minhas noites...

Se tu soubesses,

como te sonho ao meu lado,

o quanto estás presente em mim...

Se tu soubesses,

que te possuo em cada pensamento

e o quanto me dou para ti...

Se tu soubesses,

o quanto me fazes companhia,

nas horas de maior angústia...

Se tu soubesses,

que teus braços são as muralhas,

que me cercariam de todos os meus males...

Se tu soubesses,

que tua boca é a fonte,

que me saciaria toda sede...

Se tu soubesses,

que teu corpo é o altar,

onde o meu desejo é sagrado...

Se tu soubesses,

que estás tão bem guardado,

que a cada instante, és infinitamente amada...

Se tu soubesses,

talvez eu não sofresse tanto,

talvez tu me quisesses quanto...


e em meu peito já não cabe,

tanto amor que eu guardei...

Se tu soubesses,

o quanto te quero bem,


Mas só eu sei,

e tu talvez jamais saberás,

o quanto eu te amei...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Distância


Distância não é ausência;
Distância não é estar distante;
Distância não é saudade;
Distância não é tristeza nem angústia;
Distância é um conceito geográfico de espaço que separa fisicamente as pessoas.
Apenas isso.
A distância anula-se com um abraço;
Com a ternura;
Com o carinho;
A distância desaparece com o gesto, com a intenção;
A distância separa corpos mas não separa corações;
Não descura o Sentimento;
Não alimenta o desespero;
Não há longe nem distância, quando de facto se quer amar,
Quando os limites não limitam os Sentidos e os Sentimentos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Falta


Sinto a tua falta, sinto a falta de um olá que fazia-me sorrir. Aquele anjo que me fazia sorrir perante as adversidades, agora mais que nunca vejo que me falta algo, algo que outrora diria que era insignificante. Hoje digo que é essência para viver. Não peço perdão porque perdão não se pede evita-se, talvez nunca devia ter dito nada. Porque parece quando mais falamos, menos queremos falar. Algo se apodera de nós e nos deixa inconscientes, falta-me algo... falta-me algo...algo que um dia chamei de amiga, agora sinto ausência pois fiz com que se ausentasse espero que volte depressa, pois agora vejo como ela é importante, pois a vida sem amigos é como uma vida sem esperança!

Espero que me perdoes, por ter dito e feito o que jamais devia ter feito... Perdoa-me por um dia ter sido infantil, por um dia ter feito parecer que a nossa amizade era insignificante..

Quem é você?

Felicidade!!

Escutem: A Falta que a Falta Faz - Jay Vaquer

Voltando a ativa. Quem sabe?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008



Escrever não o que está sendo, mas o que há de vir... Como quem descreve o sonho antes de dormir. Feito quem planeja instantes sem planos de os cumprir.

Pouco tão me falta. Eu padeço é de raros excessos.

O corpo é corda — levemente tensa — de instrumento. Alguém que toca. O corpo que dança não é o que dança, é o que é tocado, e junto toca. Existe o silêncio do antes, o impacto do momento e a vibração do depois. Silêncio novamente.

Diz o sal:
— Vá, dor!
E a dor se vai em salgada obediência.

O bem é tão grande que envolve o mal em suas pequenezas e o faz girar: rodopios de dança.

Este mundo está levitando. A música está tirando nossos pés do chão. A alegria nos assombra feito um fantasminha. Brincadeira de criança: vida, tempo, som.

De vez em quando, levamos a sério. Crises, desastres, assassinatos, violações. A vida é tão amedrontadora quanto um teatro de assombrações.

As histórias precisam do tempo que se sucede. E o tempo não se sucede mais em mim. Olho tudo e vejo tudo. O tempo se há convertido em espaço. Eu vejo tudo da minha distância. E — feito potente telescópio — vejo tudo em cada detalhe de tudo ser.

Mas desagradam-me as frases curtas, a prosa fria. Quero a alegria de ser quem não penso que sou. Estar na praia embaixo do guarda-sol ao invés de caminhar. Mover-me lentamente em engarrafamentos. Sambar um show inteiro. Passar a noite entre fumantes e bêbados.

Viajar devolve-me o coração. Viajar é chegar à beira de si: beira com beira de outro si. Viajar devolve-me as gentes. O corpo — corda — vibra com o olhar da menina, com o vestido da menina, com o canto da menina, com o toque. Meu corpo frágil feito uma bola de sabão — na mão espalmada.

Tudo por um triz. Avião que acelera antes vôo. Mão que vai abrir torneira. Sonho prestes já em carne. Texto quase sem palavra. Transição de relógio em meia-noite: muda tudo, muda nada.

Senhor do Bonfim, me dê um bom meio — porque o excelente começo já foi há algum tempo.


Que o futuro seja como o presente e não repita o passado...

(L)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Tear

Medo

O medo, quando dentro de um quadro em que é possível se lidar com ele, é até benéfico, na medida em que faz parte de nosso instinto de sobrevivência. Para que os nossos medos não fujam de controle, é preciso que eles sejam equilibrados pela razão e pelo bom senso. É preciso usar esses amigos, chamados razão e bom senso, não para fugir de nossos medos, mas sim para com eles acender a luz de nossas emoções e tomar contato com aquilo que tememos. Nesse momento, lembro-me de mamãe, que me ensinou coisas que a escola não ensinou, ou seja, as escolas deram nome e forma àquilo que ela me ensina desde pequeno. E mamãe dizia, sempre, que muitas vezes o medo é maior do que aquilo que temos que fazer. E que quando encaramos e fazemos, o medo parece ridículo! E não é que ela tinha razão? Em outras palavras, ela estava dizendo o que os compêndios de psicologia dizem com outras palavras, ou seja: acenda a luz e encare seu medo, em vez de fugir dele... de repente, aquilo que mais tememos pode não ser tão temível assim! O importante, para não deixar que os medos nos carreguem, é tirar o peso dos ombros, relaxando, confiando na vida e tendo certeza de que coisas boas virão, se esperarmos por elas. Não temos que assumir responsabilidades por ninguém, basta-nos as nossas próprias limitações... cada um pode e deve viver sua vida. Inclusive as pessoas que mais amamos. Saber isto e viver isto já alivia, e muito, o medo em relação aos seres amados. Talvez seja o momento de perguntar: tenho medo do que? De perder prestígio, amores, amigos? Bem, quem gosta realmente de nós não está preocupado com nosso prestígio, ou com o que temos, mas sim com o que somos, e com o que significamos na vida deles. O mundo não vai desabar se soltarmos os problemas, se descansarmos deles, pelo menos daqueles que não são necessariamente nossos.

Vale, também, um momento de reflexão e questionamento: será que estamos fazendo o que realmente gostamos, estamos vivendo a vida que escolhemos, ou nossa vida é apenas aquilo que querem de nós, que escolheram para nós? Se a resposta for a alternativa "b", o medo com certeza está presente. Quando se vive pelos outros, no modelo do que querem de nós, é claro que o medo é maior, até o momento em que uma doença vem e nos faz parar com tudo. Aí, as pessoas que esperam que façamos tudo por elas vão aprender a se virar sozinhas, com certeza. Tomara que não precisemos disso para reagir e perder o medo de fazer o que queremos e ser como gostaríamos!

E para finalizar, gostaria de dizer algo sobre a coragem, que não é apenas aquilo que se faz "por fora", os atos de heroísmo que implicam salvamento de outras pessoas, atos de bravura, que saem nos jornais e são elogiados. A coragem verdadeira começa dentro de nós, no momento em que acendemos a luz da razão sobre nossos medos, e eles deixam de ser tão ameaçadores. A coragem autêntica nos impele à mudança, a uma nova forma de ser, talvez mais solta, com certeza mais feliz...Pense nisso!


Amando você cada dia mais.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Janela do céu - Ibitipoca


Com ela as minhas poesias são mais lindas, os versos possuem mais rimas e a vontade incansável de escrever (e demonstrar o meu amor) surge a cada teclar, a cada manuscrito e a cada e-mail.


Janela

Aqui nesta janela solitária,
Vejo sua imagem como um horizonte,
Algo perto...algo longe.
A sua voz vem de encontro aos meus olhos
Como uma briza de outrora sentida.
Mistura de sensações, gestos, gostos e paixões!

O encontro desejado, o desencontro consentido.
A vontade da presença, a necessidade da saudade.
Detalhes...
Que nos preenchem a cada instante
O carinho sentido, se torna a benção da vontade.
Que nunca se dissipa!

Há agora a certeza desse carinho.
Certeza do contato.
Certeza da entrega.

E hoje resta, ao infame poeta,
Escrever diante da janela,
Que insiste em dizer: Ela não está com você!


[13/09/08]


Inesquecível ver você chorar diante da leitura desse texto.