terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


Imagine que, por um momento, você consiga desprender-se do mundo e esteja em cima de uma imensa nuvem, um caminho interminável onde você pode caminhar a vontade e refletir sobre suas opiniões, sentimentos e sentidos sobre sua própria vida...
Sonho?
Filosofia?
Não.
Isto é poesia...



Negar um sentimento é negar a vida
E negar a vida é negar um sentimento
Um sentido
Um caminho
Um outro sentido
Sentimento
Um silêncio
Um silente
Trovador
De coisas nenhumas
De verdades
De meias mentiras
E outras meias verdades
Entenda
Nada...
Tudo...
É tristeza
A felicidade é um meio termo
Uma função matemática que descreve a luz
Indescrita
Pelos meios mais modernos
Ou menos árcades, menos parnasianos
Menos românticos
Infinita
Feito este poema...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Flores pra você

Como um velho cata-vento em acrobacia
Meus ledos pensamentos agora já lassos
Tomados de memória volvem em calmaria
Na paisagem, transpassam os meus passos

Sob o céu toldado de amarelo queimado
Deleito desse esteio, a cantarolar entregue
Nesse prado iluminado, de vento adocicado
Floreço bordado de luz, na alma alegre.

São nesses momentos que semeio as minhas paixões

Faço da vida a melhor tradução do meu coração.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Saudade ²

Tenho saudades.
Saudade daquilo que foi um dia, saudade daquilo que era pra ser um dia.
Saudade do eu, saudade do você conjugado em nós.
Saudade dos sorrisos, das alegrias, da paz, saudade da certeza e da beleza do incerto.
Do azul do céu (como era lindo), do vento, das árvores, do canto...
Saudade da beleza das madrugadas, longas que só elas, das descobertas, confidências, afagos.
Saudade das palavras, gestos, atos. Transformações em gente, crescimento da alma, coração, virar menino e te apresentar o homem.
Saudades...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A arte do desapego...

O desapego deixa tudo mais solto, o corpo, o riso, a alegria, a vida. 
É uma questão de predisposição, de treino, de persistência. 
Nos meus raros momentos de total desapego (material, emcional, mental), tudo flui, tudo é compartilhado, tudo é mais rítmico, mais melódico, mais harmônico. Mais bonito. 
Temos o livre arbítrio, sou convicto disso. Mas há também o fluxo do Universo. E contra esse não se deve brigar. Tem que saber sentí-lo, deixá-lo agir e agir com ele, sabendo aproveitar as oportunidades que ele oferece. 
Se uma janela se fecha sempre há outras se abrindo. Há que se escolher (daí o livre arbítrio) aquela(s) que nos faz(em) bem. Que nos leva(m) ao caminho da evolução e da felicidade.

Pensem nisso.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Decifra-me...


Mas sim! Olhe pra mim!
Cada vez mais eu acredito em nós.
E eu acreditarei pra sempre...
É pra isso que serve o amor!
Mas você, você é a última!
Mas você, você é a primeira!
Antes de você não havia nada
Com você eu estou bem
Era você quem eu queria
Era de você que eu precisava
Você que eu amarei pra sempre
Pra isso que serve o amor!...

Ah....o amor!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Confesso

Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

...

E é nessa horas que o Pierrot chora pelo amor da Colombina que ele vê a bailar cada vez mais distante no salão...